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No dia 20 de junho, começa a temporada de neve no
hemisfério Sul, período em que as estações de esqui do Chile,
principalmente, e da Argentina atraem as atenções de esquiadores e
snowboarders do mundo todo. As levas de adeptos dos esportes de inverno
chegam à região atraída tanto pelas pistas radicais – ou de iniciantes e
intermediárias – da cordilheira dos Andes como pelas características
únicas de cada estação, que incluem desde banhos termais, em meio às
precipitações de neve, aos tratamentos com lama medicinal e cassino.

De brinde, o contato com as singulares culturas andinas, em cenários
emoldurados por vastas planícies (inclusive de sal) e lagos congelados. E
os vinhos? Principais países produtores da secular bebida na América do Sul, Chile – que possui excelentes rótulos, apreciados mundialmente – e
Argentina ainda oferecem aos visitantes a possibilidade de aquecerem o
corpo e a alma com reservas de suas melhores safras.

Brasileiros

Pela proximidade e a relação
custo-benefício, as estações andinas estão entre as preferidas dos
brasileiros. Atualmente, o país é o segundo emissor de visitantes para o
Chile durante o inverno. Em Valle Nevado, por exemplo, 70% dos turistas
na estação do frio são brasileiros – até as aulas coletivas são em
portunhol.

Na estação de Portilho, o Brasil é o mercado número um do resort, seguido dos EUA, Chile, Canadá e Peru.
Situada ao norte da Patagônia e a poucos quilômetros da fronteira com
o Chile, a argentina Bariloche é outra estação concorrida entre os brasucas. Eles vão em busca de suas montanhas geladas e conjunto de
lagos que circundam a cidadezinha de ares medievais.

Aulas de esqui

Além das suas montanhas com
muita neve e pistas para todos os níveis de praticantes – iniciante,
intermediário e radical -, se existe algo em comum em todas as estações
de esqui do planeta são os preços das aulas para se aprender a praticar
tal esporte. Exemplo disse é que o preço da aula particular, com oito
horas de duração, que custava em Vail e Aspen, no Estado do Colorado (EUA), respectivamente, US$ 710 e US$ 691 na última temporada, de
dezembro a abril, vai custar US$ 674 na estação chilena de Valle Nevado
na próxima temporada, que começa no dia 20 de junho e vai até meados do
mês de setembro. A paridade no preços desse serviço é válida também para
as estações canadenses e europeias.

Valle Nevado: sinta-se em casa
Chegar
a Valle Nevado já é uma aventura: são mais de 50 curvas sinuosas, em
uma estrada íngreme mais conhecida como “caminhos tortuosos do Andes”,
mas que permite uma perfeita visão do extasiante cenário.
Encravada a 3.000 m de altitude na cordilheira dos Andes, a duas
horas de Santiago, a isolada estação tem uma ótima infraestrutura: três
hotéis, cinco restaurantes, piscina aquecida, spa, bares, discoteca e
lojas. em todo lugar se fala português, já que 70% dos turistas na
temporada são brasileiros.

A estação tem 40 pistas de diferentes níveis de dificuldade, com
altitudes de até 3.670 m. Para os que buscam aventuras radicais, há o
heliesqui, no qual um helicóptero leva o esquiador até montanhas mais
altas e afastadas. Você pode ser deixado no cume de um pico e se
arriscar montanha abaixo, acompanhado de um guia.

Nas lojas de acessórios esportivos, encontram-se mais de 1.200
equipamentos dos mais modernos para esqui e snowboard e de marcas como
North Face, Burton, Columbia, Top Ski, Three Monkey Eye Wear e
Billabong.

Fonte: O Tempo

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"Viajar é trocar a roupa da alma."

Mário Quintana
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